Empresas aumentam em 10% os investimentos com segurança


Recursos destinados a evitar violação de dados em 2014 chegaram a R$ 3,96 milhões no País

Os investimentos contra a violação de dados em 2014 chegaram a R$ 3,96 milhões no Brasil, um aumento de 10% em relação a 2013. O 10º Estudo Anual de Violação de Dados, realizado pela IBM e pelo Instituto Ponemon, revelou que a maior parte dos ataques ocorre por hackers e informantes infiltrados. O estudo foi global, mas com um recorte nacional. Foram ouvidas 34 empresas brasileiras de 12 diferentes setores industriais. A despesa vinda de cada registro perdido ou roubado, contendo informação sensível ou confidencial, cresceu 11%, passando de R$ 157,00 para R$ 175,00 no mesmo período. No Brasil, nos últimos três anos, 38% das violações de dados foram causadas por ataques malignos ou criminais. Já os erros humanos e falhas no sistema atingiram 32% e 30% das vulnerabilidades, respectivamente. De acordo com os resultados do estudo, empresas brasileiras e francesas são mais propensas a sofrerem uma violação, ao contrário das organizações localizadas na Alemanha e no Canadá, que são as que menos sofrem ataques. O líder de Segurança da Informação da IBM Brasil, André Pinheiro, explica que o motivo pelo qual os custos continuam crescendo é que o ciberataque está aumentando significativamente. Com isso, as consequências financeiras com a perda de clientes em decorrência de uma violação estão tendo um impacto maior no custo. "Há um aumento na sofisticação e uma maior colaboração entre os cibercriminosos e os custos apresentados no estudo provam isso", diz. Ataques malignos podem levar uma média de 256 dias para serem identificados, enquanto violações causadas por erro humano levam em média 158 dias. Pinheiro alerta que a indústria precisa reagir e se organizar no mesmo nível que os hackers para poder se defender das contínuas violações. "As organizações precisam investir em análise de dados avançada e no compartilhamento de inteligência de ameaças com a indústria. Isso vai igualar o jogo contra os ataques, enquanto atenua os custos para o comércio e para a sociedade", acredita. O relatório mostra que o número de registros corrompidos por incidentes nessas companhias, no mesmo período, subiu de 4,3 mil para 88,1 mil. A média do tamanho da violação de dados ou número de registros perdidos ou roubados subiu 2%. Setores como serviços, comunicações, energia, finanças, farmacêutico e tecnologia foram os que tiveram os maiores gastos, bem acima dos R$ 175,00. Já transporte, governo e consumo ficaram bem abaixo, com R$ 125, 00, R$ 111,00 e R$ 70,00 respectivamente. O estudo também identificou que, nos últimos três anos, os custos relacionados com investigação aumentaram de R$ 870 mil para R$ 1,09 milhão. Os gastos relacionados com a perda de clientes, como a redução das atividades de aquisição ou reputação dos negócios aumentaram de R$ 1,4 milhão para R$ 1,5 milhão. Mercado de tecnologia puxa a geração de vagas em 2015 Mesmo com a crise, os sites de internet, as empresas de tecnologia e as startups continuam gerando boas oportunidades no mercado de trabalho, o que significa também salários atraentes. Na área de Tecnologia da Informação (TI), excluindo-se o cargo de diretor, o maior ganho médio mensal no Brasil é o de gerente de TI (R$ 7.610,50). Apenas em maio de 2015, o setor de tecnologia anunciou 10.867 vagas na Catho, site de empregos. Quanto aos cargos com mais vagas abertas hoje, analista/técnico de Suporte lidera a lista, enquanto Desenvolvedor é o segundo e Programador completa o Top3. O cargo de diretor de TI possui média salarial de R$ 17.784,03. Com base nos dados do Guia de Profissões e Salários da Catho, 32% desses diretores possuem MBA, e 38% são graduados em sistema da informação. No site da Catho, existem atualmente cinco vagas para o cargo. Dados da Associação Brasileira de Internet (Abranet) mostram que as empresas do setor geraram 57.780 novos empregos entre 2011 e 2014.

Jornal do Comércio - 23/06/2015 - Página 14


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