Produtor tem mais prazo para aderir à NF-e


Prorrogação decorre das dificuldades de acesso à internet em determinadas regiões do Rio Grande do Sul

O uso da nota fiscal eletrônica (NF-e) em substituição ao talão de produtor terá alterações no cornograma incialmente previsto para o próximo mês de abril. A Receita Estadual encaminhará mudanças na legislação para que a emissão de NF-e por parte de pecuaristas inscritos como pessoa física (que se utilizam apenas do CPF nas suas atividades) fique para Janeiro de 2017. Para produtores do Sistema Integrado, agricultores estabelecidos como empresa (CNPJ) e para lavouras temporárias, a data-limite foi fixada agora em 1 de Outubro deste ano.

A prorrogação dos prazos decorre das dificuldades de acesso à internet em determinadas regiões do Estado e foi definida ontem pelo secretário da Fazenda, Giovani Feltes, após reunir-se com o subsecretário da Receita Estadual, Mário Luís Wunderlich dos Santos. Além das entidades que representam os produtores, os secretários Ernani Polo (Agriculta, Pecuária e Irrigação) e Tarcisio Minetto (Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo) também pediam a mudança nos prazos diante das dificuldades operacionais na hora de emitir a NF-e. A substituição gradativa do talão de produtor segue um cronograma diferenciado conforme o tipo de transações. Nas etapas entre Outubro deste ano e Outubro de 2017, estarão obrigados a utilizarem a NF-e apenas os maiores produtores rurais, que representam, segundo o Censo, menos de 15% do total e 50% da produção. Os microprodutores rurais que não participam de Sistema Integrado só estarão só estarão obrigados a aderir a NF-e em 2019. É importante, porém, que estejam com seus cadastros atualizados.

A utilização da NF-e vai substituir as mais de 8 milhões de notas fiscais de produtor que circulam anualmente, reduzindo o custo do Estado de R$ 3,5 milhões/ano ma confecção e distribuição dos modelos em papel. Além de maior agilidade e segurança, os produtores igualmente terão despesas menores, não precisando mais se deslocarem até as prefeituras para retirar e devolver talões.

A implantação no Rio Grande do Sul começou em Junho de 2013, com a obrigatoriedade da emissão da NF-e para o produtor rural nas operações interestaduais com arroz em casca.

Fonte: Jornal do Comércio - página 12


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