Mais de 8 mil concessões de seguro-desemprego são bloqueadas


Bloqueios fazem parte da fiscalização imposta sobre o seguro, para coibir tentativas de fraude.

Por conta do controle mais rigoroso do governo sobre o seguro-desemprego, 8.400 concessões do benefício já foram bloqueadas. Segundo o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, essas mais de oito mil solicitações totalizavam R$ 51 milhões.

Ao todo, ainda há outros R$ 142 milhões destinados ao pagamento desse seguro que estão em análise.

O pente-fino promovido sobre o benefício, para detectar fraudes, está sendo possível graças a uma nova tecnologia adquirida pela pasta trabalhista (leia mais aqui). O sistema custou R$ 72 milhões e está em funcionamento desde dezembro.

A tecnológica amplia a capacidade de identificação de requerimentos suspeitos, para bloquear pagamentos indevidos, e a estimativa é de que traga uma economia de R$ 1,3 bilhão para os cofres públicos em 2017.

Fraudes

Para se ter noção do custo elevado com o pagamento do seguro-desemprego, em 2016 esse benefício custou R$ 34 bilhões para o governo.

Entretanto, nem todo esse dinheiro deveria ter sido pago, uma vez que há tentativas cada vez mais inusitadas de burlar o sistema.

“Um único número de CPF apresentou seis requerimentos [de benefício]por empresas diferentes, como se estivesse empregado em todas e tivesse sido demitido de todas ao mesmo tempo”, relata Nogueira, ao citar o caso de uma microempresa que demitiu 280 funcionários de uma vez.

E é justamente o CPF que serve como base para rastreamento do novo sistema, diminuindo a possibilidade de duplicidade de matrícula no PIS.

“A ferramenta fará integração com todas as bases de dados do Ministério do Trabalho, Receita Federal, Caixa Econômica Federal, entre outras. Isso vai proporcionar mais precisão e qualidade das informações, possibilitando maior agilidade no combate a esse tipo de crime“, explica o ministro do Trabalho.

Além disso, a pasta trabalhista planejar adotar medidas fiscalizatórias semelhantes para os pagamentos de abono salarial, seguro-defeso e FGTS.

Fonte: Blog Skill


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