Reforma Tributária: 80% das empresas ainda não concluíram a parametrização fiscal
- 4 de fev.
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Novos tributos na NF-e já são obrigatórios desde janeiro de 2026, e a baixa preparação revela falhas em organização de dados, sistemas e processos das empresas do Regime Normal.
Baixa adaptação preocupa
Dados da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) mostram que a maioria das empresas do Lucro Real e Presumido ainda não finalizou as parametrizações exigidas pela reforma. A mudança, que já afeta a rotina fiscal desde o início de 2026, exige adequação dos sistemas de emissão de NF-e para comportar os novos tributos.
Mudança saiu do papel e chegou à operação
Com a obrigatoriedade em vigor, o tema deixou de ser apenas planejamento tributário. Agora, empresas precisam revisar processos, ajustar sistemas e estruturar dados fiscais para evitar erros na emissão de documentos e inconsistências que podem gerar riscos futuros.
Parametrização e dados: os pontos mais críticos
A adaptação inclui configurar corretamente regras tributárias, naturezas de operação, códigos fiscais e cálculos. Falhas nessas etapas podem resultar em notas divergentes, retrabalho e problemas no cruzamento de informações com o Fisco.
Além disso, empresas que ainda dependem de controles manuais ou planilhas descentralizadas têm enfrentado mais dificuldades. A reforma reforça a necessidade de dados centralizados, padronizados e integrados.
Integração e capacitação ganham importância
A adequação demanda colaboração ativa entre empresa e contabilidade, especialmente para revisão cadastral e configuração dos novos tributos. Equipes de faturamento também precisam de treinamento para preencher corretamente os novos campos da NF-e e evitar erros recorrentes.
PMEs e Simples Nacional devem se antecipar
Embora neste momento apenas empresas do Regime Normal estejam obrigadas, especialistas recomendam que empresas do Simples Nacional também iniciem preparação. Ajustes antecipados reduzem riscos e evitam sobrecarga futura.
2026 é ano-chave
As principais etapas operacionais da Reforma Tributária se concentram em 2026, exigindo atenção contínua a atualizações normativas, revisão de processos e modernização de sistemas.

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